Para Bibliotecários Que Gostam de Redes Sociais

Pode ser que esta seja somente mais uma lista com sugestões de leitura sobre redes sociais digitais – este assunto tão alardeado nos meios de comunicação. Entretanto, das listas que encontrei na web, senti falta de um comentário um pouco mais completo sobre cada obra. Além do mais, estas listas tem mais foco aos profissionais de marketing e jornalismo, e os bibliotecários – bato sempre na mesma tecla de que precisamos estudar mais e melhor as redes sociais para práticas em nossas unidades de informação – ficam “a ver navios”.

Neste post, separei dez obras para bibliotecários que gostam de redes sociais digitais, porém, não são obras somente sobre isso, mas também sobre o que elas podem fazer. Para quem está estudando isso há algum tempo, pode ser que eu não apresente novidade alguma, para outros, pode servir para alguma coisa. Tenho outros títulos para sugerir e podemos trocar ideias por aqui ou via Twitter: @jorgedoprado. Boa leitura!

#1 A Sociedade em Rede, de Manuel Castells

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Da minha singela lista, o mais clássico de todos. Obviamente não dá para estudar redes sociais sem ler um capítulo sequer da obra dele. Há outros títulos escritos por ele sobre o assunto, mas acho que este é o mais introdutório de todos, com uma das melhores definições e categorizações de redes.

#2 Redes Sociais na Internet, de Raquel Recuero

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Já está se tornando um clássico também para quem estuda a área. Recuero é considerada uma das primeiras autoras no Brasil a estudar redes sociais digitais. Além dela desenvolver trabalhos com uma vertente mais geral sobre redes, suas discussões a respeito de violência na internet é de reconhecível pioneirismo. “Redes sociais na internet” está disponível para download, junto de vários outros trabalhos seus, em seu site.

#3 Linkania: Uma Teoria de Redes, de Hernani Dimantas

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Pouquíssimos conhecem este livro e raramente o encontro nas referências bibliográficas de trabalhos acadêmicos, o que é um infortúnio. Tal livro retrata a importância das comunidades virtuais e a interação humana criada pelo compartilhamento de links. Fundamental para bibliotecários que trabalham em espaços que só existem pela necessidade das pessoas e organizações.

#4 Redes Sociais Digitais: A Cognição Conectiva do Twitter, de Lucia Santaella e Renata Lemos

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O melhor e mais completo livro sobre Twitter! Santaella é famosíssima na área da Comunicação e com este livro ela simplesmente descostura todas as funcionalidades do Twitter. Das referências bibliográficas então…. sem comentários! É para salvar e deixar em pasta prioritária para começar estudos sobre o potencial desta rede social, que ainda é usada de forma muito básica pelas bibliotecas.

#5 A Nova Desordem Digital, de David Weinberger

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Não é exatamente um livro sobre redes sociais, mas não há como não citá-lo tendo dedicatória especial “Para bibliotecários”. Weinberger apresenta uma série de novas práticas que estão redefinindo processos na educação, ciência, gestão, política… e também faz várias referências à biblioteconomia, ciência aberta, direitos autorais, livros digitais. Leitura fundamental!

#6 Como a Web Transforma o Mundo, de Francis Pisani e Dominique Piotet e

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Juntei estes dois títulos porque de forma geral, ambos falam sobre o poder da coletividade, a tal sabedoria das multidões. O primeiro é mais introdutório, fácil leitura e com inúmeros exemplos, já o segundo é mais exploratório e no linguajar típico de Shirky, A partir da leitura destes dois é que fiquei me perguntando: por que, ainda, as bibliotecas não dão valor às iniciativas crowd? (crowdsourcing, crowdlearning, crowdfunding…)

#7 Lá Vem Todo Mundo, de Clay Shirky

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Juntei estes dois títulos porque de forma geral, ambos falam sobre o poder da coletividade, a tal sabedoria das multidões. O primeiro é mais introdutório, fácil leitura e com inúmeros exemplos, já o segundo é mais exploratório e no linguajar típico de Shirky, A partir da leitura destes dois é que fiquei me perguntando: por que, ainda, as bibliotecas não dão valor às iniciativas crowd? (crowdsourcing, crowdlearning, crowdfunding…)

#8 A Geração Superficial, de Nicholas Carr

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Também não é outro título que fala exclusivamente de redes sociais, mas é daqueles que nos faz pensar sobre, principalmente, o quanto a internet tem diminuído nosso contato com os livros. Que estratégias o bibliotecário pode usar para mudar esta dinâmica? Será que ela realmente precisa ser mudada ou melhor usada por nós?

#9 Você é o que Você Compartilha, de Gil Giardelli

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Cheio de QRcodes que nos direcionam a exemplos de uso das redes sociais, o livro do Gil é daqueles que ao terminar ficamos com a sensação incrível de bem-estar e de que podemos mudar o mundo. Com tanto uso criativo, inovador e inspirador das redes, o que podemos adaptar para as bibliotecas?

#10 O Culto do Amador, de Andrew Keen

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O último não tem a intenção de fechar a lista com chave de ouro, longe disso. O que há de ruim com as redes sociais? Os outros nove títulos acima são sobre as coisas boas e resolvi fechar a lista apresentando as coisas ruins das redes sociais. Keen foi interpretado de inúmeras formas com este livro, pois de certa forma, seu discurso nos tira do “mundo da fantasia” de que as redes são só maravilhas e chega até a incitar que estamos perdendo tempo na web.

About Jorge

Jorge Prado

Bibliotecário ligado na articulação de redes e atuação digital da profissão. Mestrando em Gestão de Unidades de Informação e pós-graduando lato sensu em Comunicação em Mídias Digitais. Librarian on the joint performance of networks and digital profession. Information Units Management Master's student and Comunication in Digital Media post-graduated student.

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